O que é pior, o terremoto do Chile ou a chuva Brasil?

No ultimo sábado, no Chile, aconteceu o sexto maior terremoto da história da Terra (desde que isso passou a ser medido). Este terremoto foi milhares de vezes mais fraco do que o ocorrido no Haiti, porém o número de mortos é muito menor. Até agora foram 711 no Chile e dificilmente esse número chegará a 1500, contra mais de 200 mil mortos no Haiti.

O que salvou a vida de centenas de milhares de pessoas foi o preparado do governo e do povo chileno. Por ter um histórico de fortes terremotos (o mais forte da história foi lá, 50 anos atrás), o Chile é um país preparado para isso. Possui edificações fortes e o povo passa por treinamento para este tipo de situação. O Chile é o país mais organizado da América Latina e agora, dado a magnitude do tremor, tem suas pontes e casas destruídas.

Vendo isso, é inevitável comparar com a falta de organização do Brasil, aqui temos uma rodovia interdita porque um viaduto ameaça cair por causa das chuvas de verão, que acontece todo ano. Só por causa do despreparo do governo com essas chuvas, que acontecem todos os anos, mais de 200 pessoas já perderam a vida só na região sudeste.

Por fim, estima-se que o Chile precisará de 15 a 30 bilhões de dólares para se reconstruir. Praticamente o mesmo valor necessário para reconstruir o Haiti. Mas diferentemente da ilha, que receberá esse valor em quase toda a sua totalidade por meio de doações estrangeiras, o Chile, por ser um país organizado e preparado, precisará de muito pouco dinheiro de fora, pois possui um fundo de quase 20 bilhões de dólares para ser usado em situação de emergência, como esta. E caso precise de mais dinheiro, o governo pode pedir empréstimo a juros baixo, já que a sua dívida pública é de 4% do PIB. Diferentemente do Brasil que, com um dívida de quase 50% do PIB, paga juros bem mais altos

Origami: a arte de dobrar papel

Eu sou um apreciador dessa arte de dobrar papel. Eu até já arrisquei fazer alguns origamis, mas nada tão impressionante como esses da galeria abaixo.

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Muito menos tão criativos como esse comercial da Asics.

Direitos humanos ou desumanos?

No Brasil temos vários absurdos. Um dos maiores de todos é o código penal e o sistema judiciário. O caso João Hélio, aquele menino de seis anos que foi arrastado por 7 km no Rio de Janeiro, ilustra boa parte desses absurdos. Pra começar, cada um dos quatro adultos envolvidos poderia pegar, no máximo, 30 anos de cadeia, enquanto em qualquer país civilizado eles seriam presos pelo resto da vida, pelo menos. Depois, o Ministério Público alivia a pena de dois deles para no máximo 18 anos de prisão, pois eles "apenas" guiaram e acobertaram a fulga dos outros.

Um dos envolvidos no crime tinha menos de 18 anos. Com 16 anos ele pode escolher o presidente do país, mas não pode ser julgado como um adulto e a pena máxima é uma internação sem prazo estabelecido, sendo este determinado pelo comportamento e a gravidade do caso. A juíza Adriana Angeli de Araújo aplicou na época esta pena ao menor. Na semana passada o juiz Marcius da Costa Ferreira autorizou que o jovem fosse posto num regime de semiliberdade. Pra aumentar ainda mais o absurdo, o juiz Marcius da Costa Ferreira o colocou no regime semiaberto sabendo que ele, no tempo que esteve internado, participou de rebelião, tentou fugir e atacou um dos agentes. Por isso, precisa sair do internato para ter contato com "grupos socialmente saudáveis". Ou seja, já que bandido não está se comportando bem na cadeia, vamos botar ele rua em contato com cidadãos de bem para ver se ele melhora.

Uma observação: o assassino recem libertado está amparado no programa do Governo Federal de Proteção a Menores Ameaçados de Morte. Que fique bem claro que esse amparo só está acontecendo por culpa do próprio estado. Como este não é capaz de punir criminosos, a sociedade quer fazer justiça com as próprias mãos.

[Vancouver 2010] Projetor + Panos Brancos + Criatividade = Cerimônia de Abertura Incrível

Não sei se muita gente sabe, mas ontem começou os jogos olímpicos de inverno em Vancouver, Canadá. Na abertura, a organização inovou bastante em relação a cerimônia dos anos anteriores porque o cenário era basicamente composto por panos brancos e o ambiente das cenas apresentadas eram projetados nesses panos brancos. Além disso, todas as pessoas na platéia receberam uma capa branca para que as projeções pudessem acontecer no público também.

No final das contas, a abertura foi espetacular. É Impressionante o resultado que pode ser obtido com bons projetores, panos brancos, muita criatividade e bastante ensaio. Um exemplo da beleza e riqueza que se pode conseguir com isso é o momento em que o nado de baleias orcas é projetado no palco e para dar mais realismo um simples esguicho de água é sincronizado com a projeção, dando assim a impressão que baleias realmente estavam passeando pelo estádio.

Para quem não pode ver, aqui vão os vídeos dos momentos na cerimônia onde o recurso de projetividade foram amplamente usados:

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Abertura: Parte 4 e Parte 5

Para quem quiser ver a abertura completa, aqui tem todos os vídeos: http://rederecord.r7.com/vancouver/todas-as-noticias-de-vancouver/confira-em-video-na-integra-como-foi-a-cerimonia-de-abertura-dos-jogos-de-inverno-20100213.html

Soltando todo o jazz da Renée e da Catherine

Chicago, de 2002, é um filme impressionante. Toda vez que passa, eu assisto. Hoje foi exibido mais uma vez na TV e eu não resisti. Eu não gosto de musicais, mas este é impressionante. A começar pela trilha sonora, que é qualquer coisa de espetacular. Um jazz contagiante e agitado, típico da Chicago dos anos de 1920, onde e quando o filme se passa. É o tradicional "jazz pé-de-serra", tão bom de se ouvir que eu fiz questão de adquirir a trilha sonora, que escuto regularmente. Se fosse só pela música, o filme já valeria a pena. Mas como se não bastasse, o filme é cheio de sacadas extremamente criativas (como na introdução do personagem de Richard Gere), uma coreografia incrível (especialmente na cena do Cell Block Tango) e uma atuação fora de série de todo o elenco, em especial Catherine Zeta-Jones.

Para quem não sabe, Chicago é um musical, vencedor de vários prêmios, adaptado de uma peça de mesmo nome. O filme foca no tema das celebridades instantâneas e conta a história de duas assassinas, uma dançarina famosa e outra que sonha em se apresentar nos palcos. As duas buscam um famoso advogado para se livrarem da pena de morte e ainda se promoverem para, ao sair da cadeia, conseguirem sucesso nos cabarés da cidade.

Eu sei, a recomendação pra este filme está oito anos atrasada, mas como esse não é um gênero muito popular, possivelmente várias pessoas ainda não assistiram. E outra, na época o blog ainda não existia. :P

Até ontem, eu não precisava de um iPad

É impressionante como você vivia muito bem sem esses acessórios tecnológicos até eles serem inventados, depois você não consegue viver sem eles. O pessoal cria na gente uma necessidade que a gente não sabia ter. Quando se trata em criar necessidades, ninguém é tão bom quanto a Apple. Antes do iPod, ninguém fazia questão de usar um walkman, hoje o que mais se ver na rua é gente como o seu mp3 player no ouvido. Antes do iPhone, a maioria das pessoas só precisavam ligar e mandar mensagem, hoje todo mundo quer um celular que mostre um mapa com a melhor pizzaria próximo ou que acesse o e-mail.

Agora a Apple vem com outro acessório, um intermediário entre um notebook e um smart phone. O iPad, que parece um iPhone gigante, é aquele aparelho que você vai usar pra acessar a internet quando quiser ver coisas rápidas ou quiser ficar deitado na cama, pois é fácil de manusear como um iPhone, mas tem a tela grande de um notebook. É o acessório que você usar pra ler eBooks ou mostrar as fotos da viagem para o resto da família. Para se ter uma nossão de tudo o que ele pode fazer, aqui um pequeno vídeo demonstrativo:

O iPad ainda fica devendo em muitas coisas, como ausência de uma câmera, não dar suporte ao Flash ou chamadas telefônicas, mas já chega chamando a atenção e preocupando os concorrentes, como o HP Slate e o Kindle. Afinal, a Apple aparentemente fez mais uma vez o que ela sabe fazer de melhor: pegou a tecnologia existente e tornou usável para a população em geral.

Só sei que ela já conseguiu criar a necessadidade em mim. :P Agora só falta o dinheiro e eu morar numa cidade onde a violência não é tão alta.

1/3 de tudo que você compra vai pro lixo

O Akatu é um instiruto que tem como missão conscientizar e mobilizar o cidadão brasileiro de seu papel como agente transformador da sociedade. O instiruto foca na posição enquanto consumidor. Assim, comprando melhor, podemos melhorar a vida no planeta.

Aqui segue a propaganda da campanha, muito boa por sinal

Para quem quiser conhecer mais, basta acessar http://www.akatu.org.br/sites/desperdicio/, que também é excelente.