Como viver 100 anos

No vídeo abaixo, Dan Buettner analisa locais onde o índice de pessoas centenárias é maior que a média global e tenta explicar como eles chegaram lá.

Nesse vídeo, muito interessantes diga-se de passagem, ele diz que apenas 10% do nosso destino é ditado pelos nossos genes, os outros 90% é determinado pela nossa qualidade de vida e que não há fórmulas mágicas para a longevidade, não existe uma pílula milagrosa ou um tipo de exercício importante.

Para Buettner o que esses grupos centenários têm em comum é o ciclo de amizade. Todos eles tem mais amigos quando velho do que a média (cada americano chega a velhice com 1,5 amigos, em média). A influência dos amigos é muito grande, assim, se os seus melhores amigos forem obesos, há uma chance de 50% de você também ser. Assim, ter amigos com hábitos saudáveis trará mais influência na sua vida do que dietas (que segundo ele, funciona em menos de 2% da população mundial). Ou seja, ter bons amigos é a melhor forma de viver mais e melhor.

Números sobre a pornografia

Achei uma imagem muito interessante contendo alguns dados sobre a industria pornográfica e sua força.

O que mais me chamou a atenção é o fato de que são lançados cerca de 22 mil novos filmes pornográficos todos os anos (20 mil só no vale do São FranciscoFernando).

Outro fato interessante é que 80% de todas as imagens da internet são pornográficas, como visto aqui nesse link: http://cargocollective.com/learnsomethingeveryday/67698/August-16

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A teoria da diversão

A Volkswagem sueca, eu acho, lançou uma campanha chamada The Fun Theory (A Teoria da Diversão, em inglês) que consiste na ideia de que coisas simples e divertidas é a melhor forma de mudar o comportamento das pessoas para melhor. Melhor para você, para o meio ambiente ou para algo totalmente diferente. A única coisa que importa, é que mude para melhor.

Para provar esse conceito, eles fizeram três experimentos nas ruas da Suécia:

1. Na tentativa de que as pessoas jogassem os seus lixos dentro da lata, ao invés do chão, foi criada a lixeira mais profunda do mundo:

2. A maioria das pessoas prefere a escada rolante à normal. A escada musical foi a forma encontrada para as pessoas fazerem a escolha mais saudável da escada comum:

3. As pessoas já se acostumara a reciclar as garrafas de plástico. Para fazer o mesmo com as de vidro, foi criado jogo das garrafas:

Essas são poucas ideias. Numa forma de popularizar o conceito, o pessoal criou o Fun Theory Award, prêmio que dará pouco mais de R$ 6000,00 para o autor da melhor ideia para o conceito. O resultado sai dia 15 deste mês e pode ser conferido em http://www.thefuntheory.com/

Bom, eu adorei todas as ideias e sou totalmente adepto a este conceito. Ele faz todo o sentido do mundo pra mim. Ia ser legal ver isso difundido.

Desrespeitos, no plural

Ontem foi ao ar no CQC a matéria em que Danilo Gentili acaba preso na
cidade de Assis, interior de São Paulo. O repórter estava na cidade
fazendo uma reportagem sobre uma lei de 1937 ressuscitada recentemente
que pode mandar para a cadeia pessoas que estajam apta ao trabalho,
mas que esteja na rua sem fazer nada. Para isso, Gentili se disfarçou
e ficou no meio da rua fingindo não fazer nada. Até que dois policiais
militares notaram o "vadio" lá. Olhando a matéria, pode-se perceber um
desrespeito de ambos os lados. Do Danilo, que respondia de forma vaga
as perguntas dos policiais e chegou até a mostrar o dedo médio pra
eles; dos oficiais que, truculentos, abusaram da autoridade e
agrediram o repórter; e da cidade que possui uma lei extremamente
ultrapassada e subjetiva.

Para quem não viu, aqui está o vídeo, vejam e tirem suas próprias conclusões:

Rio 40 graus, mostrando todas as suas faces

Semana passada estive no Rio de Janeiro para um simpósio e, pegando carona no post anterior de David, venho aqui compartilhar as minhas impressões sobre a cidade.

O Rio de Janeiro realmente é uma cidade maravilhosa. É impressionante como ela se adaptou bem ao relevo cheio de morros. Até as belas praias urbanas, com suas faixas de terra bem largas tem vista de morros para todos os lados. O Rio respeita os pedestres, nos domingos e feriados várias de suas avenidas são fechadas pra carros de modo que as pessoas possam desfrutar uma caminhada ou uma brincadeira com os filhos numa avenida na beira da praia, por exemplo. Além disso, as calçadas são limpas, largas e com rampas pra deficiente. O carioca é um povo muito prestativo, as pessoas se ofereciam para nos ajudar a chegar nos cantos. O carioca boêmio, gosta de andar na rua e comer fora. Também pudera, com uma cidade linda dessas quem ia querer ficar em casa? Eles andam na rua todas as horas, manhã, tarde, noite e até de madrugada. Aqui em Recife, isso é uma coisa impensável, mas lá em por pouco não peguei um ônibus depois de meia noite pra descer a duas ruas de onde estava e ir caminhando pra lá tranquilamente, só não fiz porque arrumei uma carona.

O Rio de Janeiro é o esteriótipo do Brasil, uma terra cheia de contrastes. Ao mesmo tempo que se pode andar tranquilamente à meia noite em algumas regiões da cidade, em outras não se pode andar nem ao meio dia. Enquanto eu tirava fotos tranquilamente da praia de Copacabana, não poderia sequer tirar a minhã câmera do bolso em alguns cantos do centro do cidade. Essa mesma cidade não respeita os pedestres, pois não tem calçadas para se andar, seja por ausência ou entulho. Há muitos cariocas mal educados, motoristas de ônibus que queimam paradas ou dirigem avançandos todos os sinais vermelhos. Nos cruzamentos, depois que os sinais de carros fecham, os de pedestres demoram cerca de cinco segundos pra abrir, pois a quantidade de gente que avança sinal vermelho é grande. Eu, em apenas dois dias andando no centro, quase fui atropelado duas vezes. O jeitinho brasileiro e a vontade de levar vantagem sobre os outros é muito visível lá, coisa que não vi em canto nenhum do país que já fui. Seja no taxista querendo botar mais gente do que o permitido no taxi ou numa corrida do mesmo hotel pra mesma universidade que teve dois preços diferentes.

Em resumo, o Rio é o esteriótipo do Brasil. Duas cidades dentro de uma. Uma de primeiro mundo, realmente maravilhosa onde se anda tranquilamente e se tem uma vida muito boa; e a outra de terceiro mundo, onde se anda preocupado com a violência e as condições de vida. É uma cidade que vale a penas se conhecer, pois lá se tem um entendimento melhor do nosso país como um todo. Uma cidade que gostei de conhecer e que voltaria pra terminar de conhecer. Mas não é um lugar que eu gostaria de morar, pois é muito chato viver nesse contraste constante.