Uma semana marcante
Em relação à ética, justiça, punição e outros assuntos relacionados à moral, o nosso Brasil deu uma lição de como dá um mal exemplo nesta semana:
Segunda, 03 de agosto: o semana começou a esquentar como bate-boca de Fernando Collor (PTB-AL) e Pedron Simon (PMDB-AL), já mostrando que a semana prometia.
Terça, 04 de agosto: os ingredientes da massa para a pizza começaram a chegar quando Jose Saney (PMDB-AP) mantém os funcionários nomeados por atos secretos no cargo, pelo menos até as investigações acabarem.
Quarta, 05 de agosto: a massa foi preparada quando Paulo Duque (PMDB-RJ) arquivou quatro processos no conselho de ética contra Sarney alegando que não se pode fazer uma investigação baseada em recortes de jornais. Enquanto isso, Sarney discursava no plenário em sua defesa, perplexo com o fato da sociedade achar errado ele ter ajudado sua neta e dizendo que não conhecia o seu apadrinhado de casamento, como comentou Alexandre Garcia:
Quinta, 06 de agosto: mais um ato de impunidade promovido, desta vez pelo nosso magistrado, que está muito perto de absolver os responsáveis pela máfia do apito com o brilhante argumento de que os arbitros que entraram em campo na intensão de manipular os resultados dos jogos do campeonato brasileiro de 2005 para beneficiar postadores apenas fizeram um serviço mal prestado e que, por isso, o esquema não é crime. E o pior é o jeito sorridente com que o desembargador Fernando Miranda fala esses absrudos:
Pra completar a quinta-feira, como não poderia faltar, o nosso senado proporcionou mais uma cena vexatória quanto Renam Calheiros (PMDB-AL) e Tasso Jereissati (PSDB-CE) trocarão acusações e "palavrões". Tá certo que merda não é considerado um palavrão por muita gente, mas na hipocrisia do senado, isso é pior do que a pancadaria sem fingimento na Coréa do Sul. Alexandre Garcia, mais uma vez, comenta muito bem o ocorrido:
Sexta, 07 de agosto: pra fechar com chave de ouro, o conselho de ética (sic) cuidou de preparar o recheio da pizza e arquivou mais sete representações contra Sarney.
Como diz o slogan: